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Remédios usados contra "pressão alta" diminuem risco de morte pela Covid-19, aponta pesquisa

Por Nação Sampa News em 19/02/2021 às 17:46:49


A hipertens√£o arterial e outras doen√ßas cardiovasculares s√£o fatores de risco para os casos mais graves da Covid-19. Os medicamentos, segundo o estudo, também permitem uma melhor resposta antiviral das células. Os remédios analisados pertencem a uma classe comumente utilizada no Brasil, pa√≠s em que a "press√£o alta" afeta 35% (mais de 75 milh√Ķes de brasileiros) da popula√ß√£o, mas que conta com apenas 45% desses pacientes com a hipertens√£o controlada.

Estudo

Esse estudo confirma os resultados j√° observados em outra pesquisa, na qual um grupo de cientistas alem√£es publicou um artigo no jornal Nature Biotechnology. Nela foi mostrado que os IECAs conferiam maior prote√ß√£o do que outras medica√ß√Ķes anti-hipertensivas em pacientes hipertensos portadores do coronav√≠rus. Esse estudo aponta para benef√≠cios espec√≠ficos dos IECAs, tais como preserva√ß√£o do endotélio (camada interna dos casos sangu√≠neos), redu√ß√£o da inflama√ß√£o das artérias e aumento da resposta antiviral, ao contr√°rio dos BRAs, que retardam a elimina√ß√£o do v√≠rus.

Embora acredite na necessidade de mais estudos, o cardiologista, e respons√°vel pelo ambulatório de Hipertens√£o Resistente e Cardiometabolismo do Hospital das Cl√≠nicas da Universidade Federal do Paran√°, Emilton Lima Jr., aponta que a pesquisa refor√ßa ind√≠cios que j√° vem se confirmando nos √ļltimos meses.

"A principal mensagem diz respeito ao corpo de evid√™ncias que vem se consolidando de que o sistema renina-angiotensina-aldosterona (que regula a manuten√ß√£o da press√£o arterial e o balan√ßo h√≠drico e de sódio no organismo), tem papel importante na modula√ß√£o dos processos inflamatórios sist√™micos. A melhora observada nos pacientes que usam inibidores de enzimas de convers√£o da angiotensina (IECA) pode ser explicada pelo aumento dos n√≠veis plasm√°ticos de Bradicinina, sob efeito de diminui√ß√£o da express√£o de marcadores inflamatórios. Tal eleva√ß√£o e mesma pot√™ncia anti-inflamatória n√£o ocorrem com o uso dos bloqueadores do receptor da angiotensina (BRA)", afirmou.

Pacientes

Foram exclu√≠dos que j√° tinha histórico de diabetes, insufici√™ncia renal crônica ou doen√ßa respiratória crônica durante os cinco anos anteriores, para considerar apenas os tratados por hipertens√£o. Os pesquisadores compararam pacientes que utilizavam tr√™s classes de medicamentos: inibidores de enzimas de convers√£o da angiotensina (IECA), como perindopril (34%) e ramipril (32%), 566.023 pessoas; 958.227 com uso de bloqueadores do receptor da angiotensina (BRA) e 358.306, que usavam bloqueadores dos canais de c√°lcio (CCB).

Resposta

Apesar de n√£o terem encontrado diferen√ßas significativas na press√£o arterial entre os pacientes, os cientistas observaram melhor resposta à infec√ß√£o da COVID-19 naqueles que se submetiam ao tratamento com IECA. Na an√°lise principal, estes e os BRA, foram associados a diminui√ß√£o de 26% no risco de hospitaliza√ß√£o por COVID-19, comparados aos bloqueadores CCB. Os dois também foram relacionados a uma diminui√ß√£o de 33% do risco de intuba√ß√£o ou morte. Comparando pacientes que usavam IECA E BRA, os medicados com IECA tinham um risco 13% menor de hospitaliza√ß√£o e 17% mais baixo de intuba√ß√£o ou morte, em rela√ß√£o aos que usavam BRA.

Fonte: Banda B

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