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Primeira reinfecção por covid-19 no Brasil foi em julho, diz estudo

Por Nação Sampa News em 18/02/2021 às 00:32:58


Um estudo desenvolvido pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) indica que o primeiro caso de reinfec√ß√£o do covid-19 no Brasil ocorreu em julho do ano passado, e n√£o em outubro, como acreditava o Ministério da Sa√ļde (MS). O Departamento de Medicina da UFS identificou a reinfec√ß√£o em uma profissional de sa√ļde de Aracaju, capital sergipana. O intervalo entre o primeiro e o segundo cont√°gios foi de 54 dias, tendo a reinfec√ß√£o sido por uma variante do v√≠rus.

"Trata-se de uma variante do v√≠rus apontada no resultado do segundo exame da paciente, mas ainda n√£o sabemos do seu potencial de infectar mais pessoas ou com maior gravidade. Precisamos identificar outros casos cl√≠nicos com a mesma variante e analisar os aspectos cl√≠nicos e epidemiológicos", afirmou o chefe do Laboratório de Imunologia e Biologia Molecular do Hospital Universit√°rio de Sergipe, Roque Pacheco de Almeida, à R√°dio UFS. Almeida foi um dos l√≠deres do estudo.

O intervalo de aproximadamente dois meses foi curto, menor do que os 90 dias estimados pelo Ministério da Sa√ļde para uma reinfec√ß√£o. Por isso, foi necess√°rio analisar o genoma viral da paciente. A exist√™ncia de sequ√™ncias genômicas filogenéticas diferentes nas duas amostras comprovou que se tratava de uma reinfec√ß√£o.

Segundo Almeida, a profissional de sa√ļde apresentava baixa carga de anticorpos. "No segundo caso, os sintomas foram um pouco mais graves, mas com boa recupera√ß√£o cl√≠nica", afirmou o médico. O estudo mostrou que os profissionais de sa√ļde t√™m sido mais afetados pela reinfec√ß√£o antes dos 90 dias. Trinta profissionais observados foram reinfectados em um intervalo médio de 50 dias entre abril e julho de 2020.

"São profissionais que estão mais expostos ao vírus no ambiente de trabalho e podem estar se reinfectando, já que notamos que a doença inicial não os protegeu da segunda infecção, como acontece com a maioria dos vírus. Portanto, pessoas que já tiveram a doença não podem pensar que não precisam mais se cuidar," alertou o professor do Departamento de Medicina.

O estudo traz resultados de 33 casos de reinfec√ß√£o e conclui que o intervalo registrado entre os sintomas recorrentes foi de oito a 130 dias. A maior parte dos pacientes reinfectados s√£o mulheres, 78%, principalmente profissionais de sa√ļde entre 22 e 58 anos.

Fonte: Agência Brasil

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