Coluna do Dainese
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Liberalismo Social

Apresentação do liberalismo social

Por Nação Sampa News em 20/11/2020 às 17:25:46
Paulo Miranda

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Paulo Miranda

Colunista e Apresentador

Formado em Bacharel : Administração, Ciências Contábeis, Sociologia e Estudante de Ciências Biológicas

MBA e Especialização em andamento

Coluna: Temas Aleatórios




O liberalismo social é um conjunto de convicções, formalmente falando, é uma ideologia política que acredita na liberdade de cada indivíduo/individual que procura como nível de justiça social para ser absoluta. Vejo pessoas confundindo algumas pautas do liberalismo clássico com o liberalismo social, é um equívoco, pois, o liberalismo social apoia a ideia de uma economia voltada ao mercado e a expansão dos direitos civis e político das pessoas, em contrapartida, diverge do liberalismo clássico por acreditar que o papel do governo também engloba, cuidar dos mais necessitados, dar suporte aos mais pobres, impulsionar um sistema decente de saúde pública e focar principalmente na educação básica dos cidadãos. Dependendo da nação, essa conjuntura social pode ter mais ênfase e massa.

Aos olhos do liberalismo social, o estado de satisfação do indivíduo, sim o bem-estar pleno da comunidade é visto como epicentro e total garantidor das liberdades individuais. Se analisarmos os pilares, identificaremos que políticas liberais sociais, vem ganhando protagonismo e sendo aplicadas praticamente em todo mundo capitalista, após a Segunda Guerra Mundial.




Vale lembrar que os partidos liberais sociais são considerados na maioria dos países como de centro, ou centro-esquerda. O vocábulo (termo) liberalismo social é colocado para segmentar esta tendência do liberalismo de seu irmão primogênito, o famoso liberalismo clássico que administrou a política e a economia por séculos até o aparecimento das necessidades sociais do fim do século XIX, e da grande depressão no início do século XX.

Depois dessa vertente, o liberalismo social surge e se estabelece como uma possível alternativa liberal fazendo uma linha ao socialismo crescente, por sua vez, frente ao nazismo e fascismo que também, defendiam reformas mais específicas na política, da sua maneira de ser. Isso também se levou ao ciclo da economia e nas sociedades.

Trazendo mais clareza, no arremate do século XX, surgem movimentos específicos, contrários as políticas liberais sociais que os países mais vigorosos economicamente falando, vinham praticando há décadas, o mais notório é o neoliberalismo, que tem como filosofia uma economia de políticas monetaristas e a redução radical dos governos na provisão de serviços aos indivíduos. Entretanto, este mesmo movimento não conseguiu que os conjuntos de programas das nações mais desenvolvidas voltassem ao liberalismo clássico, até pelo fato dos países, que continuaram a fornecer serviços públicos, em ascendência ou em menor volume, e com um controle considerável sobre suas políticas econômicas.

Já na esfera, político norte-americano, o termo liberal social, se apresenta com atitudes e situações (progressistas) em temas sócio-políticos como o próprio aborto, casamento homoafetivo ou o controle de armamentos, de forma contraria ao (conservadorismo social).

Partindo de uma linha mais consolidada, a visão liberal social no quesito, economia, pode ser tanto (progressista) quanto (conservadora) em temas como a política fiscal. Em nosso país (Brasil) o liberalismo social, da mesma vertente que a social-democracia, entretanto, com propósitos diferentes, defende a exclusão do estado de iniciativas que não geram serviços aos cidadãos como empresas públicas fora do mundo da saúde, educação e segurança.

Porém, isocronicamente o mesmo defende que o estado faça um bom planejamento de políticas econômicas e a regulação de mercados, para potencializar a eficiência da retenção de impostos e evitar ações predatórias e desleais entre grupos econômicos que motivem uma sobrecarga para os cidadãos.



Fonte: Paulo Miranda

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