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RELACIONAMENTO EXCESSIVO E AGORA ?

"Nada é mais torpe que o respeito baseado no medo. " Albert Camus

Por Nação Sampa News em 08/10/2021 às 13:51:17

KAMILA FARO


Kamila Faro

Psicóloga, com especialização em Transtorno do Espectro Autista

Atuante na área Clínica e Psicologia Social

Espectro Político: Centro Esquerda Moderada- Anti Radicas e Extremistas

Assessora Interina de Comunicação do Portal Nação Sampa News

Coluna: Psikalise e Política


Ao falarmos de relacionamento excessivo já nos vem a mente diversas frases como "falta de amor-próprio", "isso não é amor", "pessoa excessiva". E até conseguimos lembrar de um ou mais episódios da nossa história no qual fomos figuras de relacionamentos excessivos. Seja no ambiente de trabalho, escola, entre amigos ou familiar.

De modo que conseguimos salientar que um relacionamento só existe se houver um grupo de 2 ou mais figuras que em algum momento se interessaram e investiram emoções, sentimentos e desejos na relação. Nesse artigo vou focar um pouco em relacionamentos excessivos entre casais. Porem o material pode ser inserido dentro de qualquer outro contexto de relação excessiva, vale lembrar que quando falamos de relacionamentos abusivos, também é sobre familiares, esposa, marido, pai, mãe, filhos, namorado, namorada, primo, prima, irmãos, tia, tio, trabalho, amigos, dentre outras esferas.




A sociedade é marcada pela construção de imagens e de modelos sociais e culturais, que muitas vezes norteiam a opinião pública e o comportamento das pessoas. O fato da estrutura familiar ser patriarcal e as diferenças entre os sexos, masculino/feminino, fizeram com que a imagem de submissão e restrições culturais fossem dadas em principal as mulheres mas também aos homens. Pois, o patriarcado em quanto estrutura social é definido por duas vertentes: a) As mulheres estão hierarquicamente subordinadas aos homens (b)) Os jovens estão subordinados aos homens mais velhos. Ficando assim as mulheres conhecidas como sexo frágil por serem criadas para essa finalidade. As mesmas exerciam na sociedade o papel de mãe, e eram restritas ao núcleo e convívio familiar. A elas também era restrito o direito a escolha de maridos, por exemplo, em algumas sociedades, ou da expressão de ideias, em que ficavam a margem do julgamento da sociedade, muitas vezes, excluídas dos convívio social por conta de seus ideais.


Já aos homens eram dados o papel de chefe da casa, responsável pelo sustendo e pela segurança, com restrições severas a expressões sentimentais como chorar, expressar dor, ou até mesmo expressões de afeto sem a finalidade do ato sexual em si.

O ato sexual ou mais intimo para ambos sempre foram cheios de imposições como, por exemplo, a normalidade de homens terem relações fora do casamento, ou a proibição de recusar o ato sexual, estabelecida para ambos como "deveres conjugais". Já a homossexualidade não era se quer conceituadas com normalidade vinham carregadas de pré-conceitos e estereotipadas. O que, no entanto, não fizeram escapar de influências sócio histórica cultural., Pois, aqui estamos a falar de desejo. Que nada mais é senão uma marca psíquica deixada pela vivência de satisfação primária que acalmou uma necessidade.