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Agosto Dourado - O incentivo ao aleitamento materno

Agosto Dourado

Por Nação Sampa News em 06/08/2021 às 13:21:20

Dr. Marcelo Antonini Médico Mastologista CRM-SP108731


Dr. Marcelo Antonini

Médico Mastologista, Obstetra e Ginecologista

Coluna: Saúde da Mulher




O mês do aleitamento materno, conhecido como "Agosto Dourado", traz uma grande reflexão sobre o ato de amamentar e os seus benefícios, tanto para a mãe quanto para o bebê. A Organização Mundial da Saúde (OMS) destaca que apenas 38% das crianças são amamentadas exclusivamente com leite materno e em livre demanda até o sexto mês de vida. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, apenas 9% das crianças se beneficiam do aleitamento materno exclusivo durante seis meses.

Estudos científicos comprovam a eficácia do leite materno na redução e prevenção de diversas doenças, além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho. o aleitamento materno é um ato maravilhoso de amor e fisiologicamente o mais completo alimento para o bebê. Isso representa muitos benefícios à saúde da criança. Para a mulher também destacamos benefícios físicos, psicológicos e financeiros, pois o impacto econômico com a substituição do leite materno por fórmulas é bem considerável


O mês de agosto é conhecido como "agosto dourado". A temática fica mais evidenciada, devido à Semana Mundial do Aleitamento Materno, que compreende o período de 1º a 07 de agosto. Precisamos considerar que quando não há possibilidade de haver o ato fisiológico de amamentar pelo seio, outras formas seguras e muito bem conduzidas também podem ser tão saudáveis e benéficas para a criança quanto o leite materno

O processo de amamentação na maioria dos casos não é fácil. As dificuldades principalmente no início da vida do bebê não são poucas. Buscar informação e pedir ajuda quando necessário são atitudes fundamentais para conseguir encarar essa missão com serenidade. "A mãe quando tem o seu primeiro filho precisa aprender a amamentar. Muito se fala que o bebê já vem com o instinto da sucção, que ele é apresentado ao seio e já sabe o que precisa fazer, mas sabemos que esse processo não é bem assim. Por isso, as mamães precisam buscar ajuda e se preparar durante o período do pré-natal e no momento que estarão realizando a amamentação

Durante a gestação, não é recomendado fazer qualquer tipo de estímulo para a produção de leite. Esse estímulo precoce libera ocitocina, hormônio que induz à contração do útero. Se isso ocorre, a mãe corre o risco de ter um parto prematuro. No entanto, isso pode ser feito em casos específicos, quando, por exemplo, a mãe tem mama reduzida e bem próximo ao dia do parto. No geral, durante a gravidez, é importante que a mulher busque orientações e seja bem informada sobre o aleitamento com profissionais, seja pediatra, ginecologista ou consultoras de amamentação. Esse atendimento a deixará mais segura sobre cada fase.

Após o nascimento, algumas técnicas podem contribuir para aumentar a produção de leite materno, se for necessário. A premissa é estimular a mama e a sucção, então isso pode ser feito por meio de ordenha manual ou com ajuda de uma bomba elétrica. O estímulo alternado entre mamadas e o uso de medicações específicas que precisam ser avaliadas pela mãe junto com um médico especialista.

0 leite humano, desde o colostro até o maduro, têm todos os nutrientes necessários para cada fase do bebê. Dependendo do tempo, alguns estão presentes em maior ou menor quantidade. No leite maduro, há maior concentração de lactose do que no colostro, por exemplo, bem como o total de gorduras. Já no colostro, há maiores taxas de colesterol e proteínas.

Muitas mulheres acreditam que o leite seja fraco, porém não existe isso. O que geralmente se chama por "leite fraco" ou "ralo" tem o nome de colostro, que é o primeiro alimento produzido pelas mamas, ainda quando a mulher está grávida. O colostro é em menor quantidade, mas suficiente para o pequeno estômago do recém-nascido. Esse leite é tão fundamental quanto o leite maduro, que começa a descer alguns dias após o parto. Além disso o colostro é rico em anticorpos, considerado a primeira vacina do bebê.

Os benefícios também se estendem à mãe, como a proteção maior contra o câncer de mama, de ovário, e o risco de uma hemorragia após o parto é reduzido. Evita a osteoporose e protege contra doenças cardiovasculares, como o infarto, hipertensão arterial e colesterol alto. Pode reduzir o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e artrite reumatoide.

O leite materno dado ao bebê após o parto faz o útero voltar ao tamanho normal mais rápido e diminui o sangramento, prevenindo a anemia materna. Aliás, todo o corpo da mulher costuma retornar mais rápido ao que era antes da gestação com a amamentação, incluindo perda de peso.

Com a liberação de hormônios de prolactina e ocitocina, a amamentação promove sentimento de amor e apego com o bebê. O aleitamento materno exclusivo também atrasa o retorno do período menstrual da mãe, o que pode ajudar a prolongar o tempo entre gestações.

Todas essas vantagens resultam em uma melhor qualidade de vida para a família, uma vez que crianças amamentadas adoecem menos — o que, consequentemente, significa economia financeira, menos estresse e menor necessidade de pais se ausentarem do trabalho.

Fonte: Dr. Marcelo Antonini Médico Mastologista CRM-SP108731

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