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Covid-19: 45% dos casos do Rio de Janeiro são da variante Delta

Por Nação Sampa News em 04/08/2021 às 15:56:39


Entre junho e julho, os casos de covid-19 causados pela variante Delta do Sars-Cov-2, surgida na Índia, avançaram no estado do Rio de Janeiro e jĂĄ representam 26,09% do total. Na capital, a Delta representa 45% das amostras analisadas. Os dados foram divulgados pela Subsecretaria de VigilĂąncia e Atenção PrimĂĄria à SaĂșde (Svaps), da Secretaria de Estado de SaĂșde (SES) e a estimativa foi confirmada pela Secretaria Municipal de SaĂșde (SMS).

Das 368 amostras colhidas em todo o estado analisadas na Ășltima rodada, 66,58% eram da variante Gama, antes chamada de P.1, surgida no Brasil, e 26,09% da variante Delta, a B.1.617.2. Na rodada de anĂĄlises anterior, divulgada no dia 20 de julho e que sequenciou o genoma de 379 amostras coletadas em junho, os resultados apontaram para 78,36% da variante Gama e 16,62% da Delta.

"Dessa forma, é possĂ­vel afirmar que a variante Delta estĂĄ em circulação no estado do Rio de Janeiro, com tendĂȘncia de aumento e conversĂŁo para se tornar a mais frequente, substituindo a variante Gama", informou a Secretaria de SaĂșde.

Acrescentou que a variante Delta foi identificada em 38 municĂ­pios nas nove regiĂ”es do estado. Entre as variantes de preocupação, determinadas pela Organização Mundial de SaĂșde (OMS), a anĂĄlise mostrou, ainda, a presença de 0,8% da variante Alfa, a B.1.1.7 surgida na Inglaterra.

Variante é mais transmissĂ­vel

NĂŁo hĂĄ anĂĄlises conclusivas, mas os estudos apontam que a variante Delta é mais transmissĂ­vel que as outras, apesar de nĂŁo haver indĂ­cios de que cause infecçÔes mais graves.

A anĂĄlise genômica do novo coronavĂ­rus é feita por amostragem, recolhendo exemplos de maior carga viral, em pacientes que podem ter maior gravidade clĂ­nica. Desde janeiro, foram avaliadas 3.555 amostras no estado.

Segundo a Secretaria de SaĂșde, a partir deste mĂȘs a metodologia vai mudar, passando a ter duas etapas. A primeira vai analisar 300 amostras de pacientes internados em nove hospitais das nove regiĂ”es epidemiológicas do estado. Na rodada seguinte, as amostras serĂŁo coletadas na rede ambulatorial. Com isso, serĂĄ possĂ­vel monitorar qual variante tem causado mais internaçÔes.

O sequenciamento genômico do coronavĂ­rus é um exame diferente do teste diagnóstico de rotina. Ele é feito para identificar modificaçÔes sofridas pelo vĂ­rus SARS-CoV-2 no estado e embasar polĂ­ticas sanitĂĄrias. Participam do estudo especialistas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj) e da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

Fonte: AgĂȘncia Brasil

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