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FALANDO DO PRESIDENTE

Em outubro de 2018

Por Nação Sampa News em 28/07/2021 às 17:54:43


Kamila Faro

Psicóloga, com especialização em Transtorno do Espectro Autista

Atuante na área Clínica e Psicologia Social

Espectro Político: Centro Esquerda Moderada- Anti Radicas e Extremistas

Assessora Interina de Comunicação do Portal Nação Sampa News

Coluna: Psikalise e Política


Em outubro de 2018, o Brasil elegeu Jair Bolsonaro presidente da República. Com uma agenda politicamente autoritária, socialmente conservadora e economicamente neoliberal. O presidente é descrito pela mídia internacional como. Um "líder vingativo", com atuação "irresponsável e perigosa", que investe seu tempo em brigas com juízes, parlamentares e "até os próprios ministros" enquanto governadores pedem ajuda. "Quebrar o Brasil" e "levar o país ao desastre" são alguns dos prognósticos associados à atuação do presidente, descrito como um dos raros negacionistas da gravidade da pandemia e tem sua atuação apresentada como uma das piores em todo o planeta.

Jair Messias Bolsonaro (atualmente sem partido) é um capitão reformado, político sendo deputado federal por sete mandatos entre 1991 e 2018, eleito através de diferentes partidos ao longo de sua carreira. Elegeu-se presidente do Brasil pelo partido social liberal (PSL), ao qual foi filiado até novembro de 2019. Três de seus filhos também são políticos: Carlos Bolsonaro (vereador do Rio de Janeiro pelo PSL), Flávio Bolsonaro (senador fluminense pelo Patriota e comandante da legenda no estado) e Eduardo Bolsonaro (deputado federal por São Paulo, também pelo PSL). Família que durante seu mandato vem repercutindo menções polêmicas na mídia. O que já era esperado visto que durante toda a campanha eleitoral do atual Presidente fora pautada por polêmicas voltadas a pautas de políticas públicas de cunho social. Em que grande parte dos seus seguidores caracterizavam-se devido fanatismo religioso.

Atualmente o ocupante do Palácio do Planalto intenciona sua reeleição em 2022. Porém, segundo as recentes pesquisas o candidato aparece apenas em alta no índice de pior avaliação como Presidente desde sua sucessão em 2020. Seu principal rival do momento, o ex-presidente Lula. Conforme o levantamento CNT/MDA, o petista tem hoje 15 pontos de vantagem sobre o atual ocupante do Palácio do Planalto. E ainda um terço dos entrevistados declaram não votar em nenhum dos dois. E aguardam uma terceira via. Essa que vem se formando a passos de tartaruga para atender essa demanda da população, que devido ao desgaste emocional, por ciclos históricos de promessas não cumpridas, exploração de recursos privados, e descumprimento de políticas a favor da população. Se tornou cada vez mais desconfiada, porém não muito exigente de seus direitos. Se trata de uma população não participativa de movimentos políticos, cujo pensar ou falar no assunto é direcionado a uma fuga e abstenção da fala, na tentativa de evitar conflitos e mais desgastes emocionais. O que denota uma defasagem na educação, pois política é uma ação social em que os mesmos até na abstenção da fala o estão reproduzindo. Tornando assim ineficiente tal fuga, e os colocando vulneráveis aos que detém um pouco de conhecimento sobre o assunto. Tal população descrente e abalada emocionalmente aparenta aguardar um próximo "Messias" que com base na construção histórica da política no Brasil nem se quer está sendo "gerado".

Em contrapartida, encontramos os adoradores da figura imaginária de Luiz Inácio Lula da Silva. Que não existe há muito tempo e que se assemelha muito com os fanáticos de Jair Messias Bolsonaro. Ambos são lideranças populistas e demagógicas que constroem argumentos insustentáveis. Ambos têm por prática desmerecer os opositores e deslegitimam a tradição democrática. E são sempre os "Salvadores da Pátria". Pátria essa, que nunca foi resgatada legitimamente da opressão.

Sobre a hipótese de que Lula "resgate" seus ideais primários postos no início de sua carreira política, ainda assim seria um retrocesso na história da política do Brasil. Porque, o mesmo deixou a desejar, faltou para com a população. Pois, projetos estruturados de forma assertiva não repercutem falhas básicas na elaboração, por exemplo, fiscalização dos recursos financeiros oferecidos a população. Porém, ressalto que a falta é empregada na área da política do Brasil, durante diversos mandatos. Parecendo até uma condição no currículo dos candidatos para permanência do cargo. Pois, durante muito tempo escutamos, por exemplo: "Peço aos eleitores, que me permitam dar continuidade no que iniciei." Atribuindo assim a população a responsabilidade do não cumprimento de seu dever. E que também, vemos a repercussão no senso comum em período eleitoral com falas como: "Mais, político X fez isso" ou" Graças ao político Y, temos aquilo". Dando a impressão que o serviço dele fora um favor, ou privilégio do mesmo o fazer. O que não é cabível no Brasil. Pois, se tratar de um regime democrático, os políticos eleitos pela população, e são nada mais que prestadores de serviço.

Tais recortes foram pontuados aqui, com intuito de direcionar o leitor ao senso crítico. De que ao falar, sobre um representante político faz-se necessário, a atribuição de deveres e direitos. Que também estão coligados ao eleitorado, que acrescenta também, a responsabilidade pela escolha de seu representante.

Dessa forma, seja quem for o Presidente eleito, o mesmo nada será, que o resultado da voz, e singularidades de sua população. Política é um serviço público que deve ser exercido sem idolatria e sem poderes concentrados a uma única ideologia, crença, ou qualquer tipo de religiosidade. E o atual presidente, antes mesmo de eleito já se mostrava, totalmente fora dos requisitos básicos para o mínimo de qualificação esperada para uma posição de líder. E a população que o elegeu nada mais é que o espelho do mesmo.

Concluo, portanto, que para resolução das demandas apresentada nesse texto faz-se necessário uma reforma na política. No qual haja a inserção de lideranças e pré-candidatos em partidos políticos variados, que tenham afinidades de ideias. Que não haja a necessidade de filiação partidárias. Para ser visível a população as propostas postas de cada candidato. Sem ser comprometido com ideologias, do partido que nem sempre vão ao encontro do candidato. E sim ao fundo de investimento da campanha do partido. Fundo esse que também deveriam sofrer mudanças na forma de divisão. Atualmente as distribuições dos recursos, assemelham-se a de escola de samba. No qual, por exemplo, os "grupos especiais", que ganharam da última vez tem mais fundo partidários. Para investimento nos próximos desfiles. O que é descabivel, sobre a responsabilidade que lhes está assegurada. Tais ideias, aqui expressas apenas consistem no intuito de um direcionamento mais coerente e comprometido para com a população.

Se estive a falar na linha de Psicologia social, abordaria aqui outra resolução. Consideraria, por exemplo, os aspectos históricos, onde caberia ressaltar os inúmeros traumas vivenciados pela população durante a história. O que pode ser atribuído como resultado atual da demanda do narcisismo crescente a cada dia. Más deixarei como pauta para uma próxima pesquisa.

Blibiografia:

•https://www.google.com/amp/s/www.terra.com.br/amp/noticias/mundo/chanceler-de-cuba-rebate-bolsonaro-e-cita-corrupcao,9185ded5259c45b1264de5cf60b5f5a8z68txr3e.html

•https://veja.abril.com.br/politica/sob-fogo-cruzado-as-estrategias-de-bolsonaro-para-não-derreter-ate-2022/

•https://www.google.com/amp/s/www.bbc.com/portuguese/brasil-52801691.amp

•https://pt.m.wikipedia.org/wiki/CPI_da_COVID-19

•https://veja.abril.com.br/blog/rio-grande-do-sul/seguidores-de-bolsonaro-e-lula-são-parecidos-diz-lider-do-livres/

Fonte: Kamila Faro

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